Salve o carnaval das mãos do Bispo Crivella

Há recursos suficientes para as creches e para o carnaval. Exigimos que o prefeito Crivella mantenha, sem cortes, o investimento no desfile das escolas de samba. Cultura e turismo são fundamentais pro Rio.

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Lançamos essa campanha para exigir que o prefeito Marcelo Crivella mantenha, sem cortes, o investimento no desfile das escolas de samba do Rio.

Lançamos essa campanha por muitos outros motivos também.

O carnaval, a festa mais emblemática do Rio de Janeiro, merece respeito. Cortar 50% do investimento da Prefeitura nas escolas, sem qualquer diálogo com o mundo do samba, já no mês de junho, mostra que Crivella desrespeita esse patrimônio. Algo, aliás, que já tinha demostrado no começo do ano, quando descumpriu as tradições de entregar a chave da cidade para o Rei Momo e de comparecer à Sapucaí durante os desfiles.

O carnaval não pode ser vítima de um jogo demagógico barato. É isso que Crivella faz ao dizer que o dinheiro cortado irá para as creches do município. Tenta jogar a população contra o investimento nos desfiles. Ora, Crivella já perdoou dívidas milionárias de grandes empresas antes de aumentar recursos para as creches. As empresas de ônibus da cidade seguem recebendo isenções do prefeito de mais de R$ 71 milhões por ano.

Ao escolher o carnaval, ele demonstra que suas opiniões pessoais — entre elas, religiosas — interferem nas suas decisões como prefeito. Argumento que se reforça ao lembrarmos que Crivella também persegue as Paradas LGBTs da cidade. O prefeito, a Igreja Universal ou qualquer outra igreja têm todo o direito de não gostar destas celebrações de seus templos para dentro. O que não pode é que convicções antidemocráticas orientem as políticas públicas do Rio de Janeiro.

Reprodução PRB

Durante a campanha, Crivella mentiu para o mundo do samba. Disse que não haveria cortes no evento. Ganhou o apoio do setor. Tirou fotos e distribuiu abraços. Agora essa rasteira demonstra a falta de palavra do prefeito.

O comportamento correto deveria ter sido diferente. O importante sempre foi cobrar transparência na gestão do dinheiro público pelas escolas. O importante sempre foi pedir que o investimento no carnaval seja feito como política pública — de cultura, de emprego, de turismo.

É isso que pedimos aqui também. A Prefeitura não pode se ausentar dos debates mais caros da cidade. Quanto mais investimento transparente da Prefeitura, mais a democracia é convidada para o desfile. Se fosse um bom gestor, Crivella condicionaria a verba à administração transparente das escola, ao respeito às normas de segurança e à legislação trabalhista, como lembrou a jornalista Flávia Oliveira em artigo recente.

A cadeia produtiva do carnaval é enorme. Uma indústria criativa importante para a vida de muitos cariocas. Uma cadeia que pode capacitar profissionais, articular com empresas locais, criar um calendário carnavelesco para o ano inteiro. No momento de instabilidade econômica, Crivella deveria acreditar no potencial do Rio de Janeiro, fazer o carnaval aumentar e não apequená-lo ao tamanho de seu preconceito e de sua demagogia.

Por tudo isso, queremos salvar o carnaval das mãos do bispo Crivella. Exigimos que a Prefeitura não corte os investimentos no carnaval!